Translate

segunda-feira, 9 de maio de 2011

REC Entrevista - Betty Lago



REC - O que te fez  assinar por cinco anos com a Record?

Betty - Foi uma decisão que me deixou feliz. Eu poderia ter saído do Brasil, poderia me voltar mais para o cinema, mas eu assinei com a Record. Para mim, é uma relação profissional e a gente tem de buscar oportunidades boas. Foi o que fiz, agarrei uma que chegou. É mais um lugar para a gente trabalhar, uma empresa que me ofereceu um papel interessante, com pessoas e salário legais, não tive motivos para recusar. As pessoas comentam que eu deixei a Globo. Eu nunca tinha trabalhado na Record, mas também não estava contratada na Globo. Criam uma rivalidade que, na verdade, não existe.

REC - O compromisso de cinco anos não seria longo demais para alguém que preza sua liberdade artística?

Betty - Você acha cinco anos muito tempo? Olha, acho que tudo é negociável. Se me chamarem para um papel, vou conversar e, juntos, vamos analisar se tem mesmo a ver comigo. É claro que se você está contratado, fica à disposição, não discuto isso. Mas as pessoas aqui são inteligentes para colocarem você em projetos que tenham a ver com o que é bacana para você e sua carreira. Essa novela, por exemplo, deve durar um ano. Depois, vão sobrar só quatro anos. Não é tanto.

REC - Você teve alguma dificuldade de adaptação à Record?

Betty - Nenhuma. Eu vim sem qualquer expectativa. É tão raro isso, mas cheguei de peito aberto. Algumas pessoas falaram: "pensa bem porque você está deixando a sua turminha". Mas eu não sou criança, não tenho turminha. E o texto da Cristianne é bem dinâmico, se parece bastante com o do Carlos Lombardi, com quem trabalhei bastante na Globo. Tem muita ação, movimento, é incrível. E o Avancini é craque em cenas de ação. Já fazia muitas em "Anos Rebeldes" e isso foi em 1992!

REC - Em "Vidas em Jogo", você interpreta uma empregada doméstica. Sentia falta de sair da imagem de elegante que carregava desde a época de modelo?


Betty - Sentia, sim, mas não ficava batalhando por isso. Até pedi para fazer testes em alguns personagens, mas falavam que não tinha nada a ver. Diziam que não passaria credibilidade. Ora, é claro que tem credibilidade, só depende de quem está fazendo! Achei interessante quando o Avec (Alexandre Avancini, diretor de "Vidas em Jogo") me chamou falando que a Cristianne Fridman disse que eu poderia fazer esse papel.

REC - Você chega a buscar inspiração em casa, com sua própria empregada?

Betty - Olha, a minha empregada já tem atitude de quem ganhou na loteria! E a gente está junto há uns 30 anos, a gente viaja, faz tudo junto! Depois de tanto tempo, já é uma grande amiga minha. Mas, às vezes, eu leio o texto e pergunto como ela falaria determinadas frases ou expressões. E ela, claro, reage sempre com um tom abusadíssimo. Então, não chega a ser uma inspiração, mas uma espécie de consultoria

REC - E onde você buscou essa inspiração?

Betty - A gente sempre vê essas empregadas de uniforme, passeando pelas ruas. E tenho uma certa implicância com essa "coisa" de uniforme. Você vê aquelas babás de manhã, passando um calor infernal... Eu sei que é cada um fazendo o seu trabalho, mas não precisa tanto, não é? Você vê mais isso no Brasil do que em qualquer outro país desenvolvido. Essa "pseudopompa" de "ah, eu tenho de servir com as bandejas de prata", tudo engomadinho demais, com "sim, senhora" e "não, senhora" é um comportamento subserviente que é a cara da nossa cultura. Então, minha inspiração é na gente mesmo.

Quarta-Feira dia 11/05,Não Percam a REC Entrevista EXCLUSIVA com Jaqueline Macoeh,a Fátima de Ribeirão do Tempo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por comentar