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quarta-feira, 11 de maio de 2011

REC Entrevista EXCLUSIVA - Jaqueline Macoeh



Como sempre muito simpática e bem humorada,a intérprete da Fátima de Ribeirão do Tempo,nos contou tudo sobre sua vida e sua carreira.Veja a seguir:

REC - Você sempre teve como objetivo ser atriz,ou foi algo que aconteceu?

Jaqueline - Decidi ser atriz com 13 anos,quando fui pela primeira vez ao teatro.Fui ver a peça Confissões de adolescente e me encantei com aquilo tudo que via.Achei tão mágico!Saí do teatro tendo certeza que era aquilo que eu queria pra minha vida.Antes da minha primeira ida ao teatro eu queria ser policial de alguma operação especial,tipo a Bope,Core e etc.

REC - Você teve apoio familiar para seguir essa carreira?

Jaqueline - A princípio não,no inicio foi bastante difícil principalmente pro meu pai aceitar.Ele sempre disse que isso (ser atriz) não era profissão,que eu tinha que estudar pra ter estabilidade na vida.Na época,quando comecei eu tinha uma mesada de R$50,00,que no início do plano real dava pra alguma coisa,então eu pagava o curso de teatro e as passagens com esse dinheiro,não me sobrava mais nada,mas era a única forma de fazer teatro,já que ele se recusava a pagar.

REC - Como aconteceu de você conquistar o papel da Fátima em Ribeirão do Tempo?

Jaqueline - Fui chamada pra fazer teste.Fiz com outras 10 atrizes e passei.

REC - Como foi o processo de construção da personagem?

Jaqueline - A Fátima começou bem pequena,mas sempre apontou a que veio.As rubricas indicavam algum caminho,como por exemplo:Fátima fala de mau-humor.Fui conversar com um dos meus diretores sobre a Fátima e ele disse que ela era mau-humorada porém era leve,e eu fiquei pensando como era isso,porque são duas informações extremas,eu tinha que juntar dois estados extremos,então optei em levar pra um lado comico,pra esse mau-humor ser uma coisa engraçada e isso daria leveza a ela.Depois fui descobrindo o corpo dela,a mão perto do ombro (oposto) pra se fazer de vítima,e por aí foi.Fui descobrindo cada coisa da Fátima no decorrer do processo.
 
REC - Você se sente realizada como atriz?
 
Jaqueline - Sim!
 
REC - Qual trabalho te trouxe mais retorno do público?
 
Jaqueline - Acho que Ribeirão,porque a TV alcança um número maior de pessoas.
 
REC - Você já atuou nos 3 segmentos (Teatro,¨TV e Cinema).Pra você,qual o mais difícil,e por quê?
 
Jaqueline - Não existe trabalho fácil,eu sempre busco dificuldade pro meu trabalho nunca cair numa mediocridade,numa mesmice.Partindo desse raciocínio acho que cada meio oferece uma dificuldade diferente.Teatro é uma troca muito especial,é ao vivo,se da no momento presente.Tv é difícil porque o volume de trabalho é maior e o ator tem que criar coisas interessantes num meio que não tem muito tempo pra isso.Cinema é difícil porque a tela ja é enorme e tudo que se faz é muito,é difícil achar o ponto certo pra não ficar over (acima do tom), é um trabalho minimalista,o pouco é muito.Enfim,cada meio tem sua particularidade e logo a sua dificuldade.
 
REC - Agora com o fim da novela,quais são seus próximos planos?
 
Jaqueline - Fazer um longa chamado "As loucuras de Amanda",do diretor Edy Rocha.O filme fala de uma problemática dos adolescentes de lá do Recife,que saem de casa e por inconseqüência dos mesmos acabam não mais voltando.Fala dos perigos que essa idade oferece.É um filme que faz pensar,o diretor fala que é um filme social,e ele termina com notícias de adolescentes que tiveram suas vidas interrompidas por conta de atos violentos e nunca mais voltaram pra casa. Em setembro estreio uma peça chamada "Assassinato no motel",é uma peça que anda no universo da Agatha Christie,escrita pela Maria Valentim.Por enquanto é isso!!

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